Pão de Ló São Luiz - Ovar

Pão de Ló São Luiz - Ovar
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O Pão de Ló de OvarEfeméridesA Cidade de Ovar
 
O Pão de Ló de Ovar

Esta especialidade ou doce regional, Tricentenário, que pelas suas características não tem similar, apresenta-se em forma de broa, envolvida de papel de linho branco, feita de ovos, especialmente de gemas, açúcar e farinha. Na sua parte superior, há uma finíssima côdea, de cor levemente acastanhada e húmida, muito fofa, circundada por uma orla de massa cremosa de ton. amarelo ovo, toda ela com um delicioso odor que se impregna de imediato nas glândulas gustativas.

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Sabe-se ao certo que antiguidade desta guloseima remota ao século XVIII. Na verdade conforme se lê no Livro "Os Passos" do Padre Manuel de Oliveira Lírio, "Em 1781, são obsequiados com Pães de Ló de Ovar, os Padres que levaram o andor na procissão dos: Passos. Arquive-se como documento, a antiguidade desta guloseima" -. Daqui resulta, com clareza, não só que o Pão de Ló já era famoso naquela data, mas também que o seu fabrico já existia há bastante tempo.

De igual modo, Marques Gomes no seu livro "Aveiro e Seu Distrito ", relativamente à Vila de Ovar na edição de 1877 à pag 290 lê-se: "Na confeitaria tornam-se notáveis o pão de ló, e os ovos molles, rivaes dos de Aveiro"

Não há conhecimento da origem do Pão de Ló, naturalmente de proveniência Conventual, cujo fabrico anteriormente a 1800, era bastante rudimentar, dedicando-se então nas épocas festivas do Natal e Páscoa a esta actividade algumas famílias de OVAR, que confeccionavam este doce regional com uma ou outra variante, entre elas a família Arrota nossos antepassados, com a opção de um fabrico fofo mas húmido, muito leve de massa finíssima com mais ló, ou seja o mais legítimo.

Os formatos de então eram baseados na medida de peso o arrátel, devido a que uma forma do formato médio, levar um arrátel (459 grs.) de açúcar na sua composição. A confecção da massa era feita em grandes alguidares de barro vermelho, batendo-a com uma pá à mão durante duas horas, após que as broas iam em formas de barro, forradas a papel de linho branco, para o forno aquecido a pinhas ou ramos secos. Para testar a temperatura deste, rasava-se um Padre Nosso como medida de tempo, ao mesmo tempo que se invocava uma boa cozedura. Era normal as pessoas de Ovar fornecerem, para as suas encomendas, os ovos, açúcar farinha levando para si as claras sobrantes.
Para transportar os pães de ló, para si ou para ofertarem, possuíam cestos ou tabuleiros destinados exclusivamente para o efeito ao quais eram guarnecidos por panos de linho lindamente bordados.

A continuação do fabrico em regime artesanal e familiar vem-se mantendo ao longo dos tempos na família Luiz, procurando esta, não perder a tradição quanto ao cumprimento da secular e conventual receita, tornando-o assim o mais antigo a acreditado Pão de Ló de Ovar.

Esta actividade, teve algum incremento no século passado, dado que os ovarenses que trabalhavam no Tejo, os fragateiros nossos antepassados, levavam para Lisboa em quadras festivas, canastras com Pães de Ló para presentearem os proprietários de fragatas e os clientes destes, o que originou a tornar-se conhecido e apreciado. Mas é a partir da década de 1950, naturalmente, que a sua comercialização se activa e desenvolve, ao ponto de ter dado origem ao título da revista de Orfeão de Ovar,
"O PÃO DE LÓ".

Entretanto, o aumento da produção e procura do Pão de Ló " São Luiz", não pára. Enviam-se Pães de Ló para todo País, em embalagens de madeira de espessura finíssima, através dos C.T.T. da CP e pelos transportes rodoviários. As melhores Pastelarias de Lisboa em grande numero o vendem, algumas no Porto e ainda em outras cidades.
A Câmara Municipal de Ovar, nos anos 60, presenteia com Pães de Ló do nossa fabrico as mais insignes entidades politicas e governamentais de então.
As mais altas classes sociais, como o Prof. Dr. Egas Moniz (Prémio Nobel) são clientes deste doce; diversas firmas de diferentes localidades encomendam-no para presentes, e são inúmeros os clientes particulares que o procuram.
Assim, Ovar torna-se a Pátria do Pão de Ló, já conhecido além fronteiras.

Por volta de 1948, ao membros desta família ( Arrota), em memória dos seus antecessores, em que predominava o nome Luiz, que criaram e afamaram tão legítimo produto, deram marca ao fabrico denominando-o de Pão de Ló " São Luiz", patenteando-o com as marcas de registo de Propriedade Industrial com os nº. 166435 e 320875.

A qualidade de tão apreciada e exótica especialidade tornou-a conhecida, nas mais diversas latitudes, incluindo o longínquo Japão, sendo por isso, o melhor embaixador de Ovar. a)

a) Elementos extraídos do livro com o mesmo título da autoria de Luiz Duarte de Oliveira Dias

 
O Pão de Ló de OvarEfeméridesA Cidade de Ovar
 
Efemérides

Dezembro de 1888
Registo de envio de 5 broas de 3/4, custo 2.565 "Reis"

Dezembro de 1981
Edição da pagela descritiva para circular junto aos Pães de Ló
Comemoração do Bicentenário (1781-1981)

Setembro de 1987
Entrevista num programa da TV (Porto)

5 Novembro de 1989
Entrevista Radio Nova Porto

Março de 1990
Visita nossas Instalações da TV japonesa, da cidade de Nagasaki

15 Outubro de 1992
Visita da missão japonesa da Nagaden Create Sr Ryutaro Sato.

17 Março de 1993
Visita da Jornalista Myo Arno da Revista Nanan Cuisine Expert

29 Outubro de 1993
Entrevista na TV canal 1 sobre gastronomia e doces regionais

16 Novembro de 1993
Entrevista Radio Moliceiro de Aveiro tema Figuras Vivas

Janeiro de 1994
Trabalho dos alunos do 5º ano da Escola Preparatória de Ovar

18 Fevereiro de 1994
Idem do 7ºano Escola Secundária Macedo Fragateiro

15 Junho de 1996
Diário de Noticias "Pão de Ló pitinho de Ovar"

10 Abril de 1998
Presença no programa da TV "Praça D'Alegria".

2 Julho de 1998
Reportagem do Jornal de Noticias
"Visita à Catedral do Pão de Ló de Ovar".

10 Outubro de 1998
Representação na V Edição "Vigofeira" na cidade de Vigo.
Presentes com os Infantes (Pães de Ló com cerca de 100 grs.)

Janeiro/Fevereiro de 1999
Revista nº 11 Padaria Portuguesa Edição da ACIP
Artigo sobre o Pão de Ló São Luiz.
(autor Eng. Cravo)

Janeiro/Fevereiro de 1999
Revista nº 28 Com Tradição - Publicação em Oliveira de Azeméis

Abril de 1999
Revista nº 21 Vilas e Cidades - "A Casa do Pão de Ló São Luiz" em Ovar.
(autora Maria José Araújo)

Dezembro de 2000
Revista Terras da Santa Maria "Pão de Ló São Luiz"
Especialidade mundialmente conhecida

25 Fevereiro de 2001
Jornal de Noticias
"O melhor Pão de Ló em mais de 200 anos".

Março de 2001
Edição do Livro "Pão de Ló São Luiz de Ovar"
do autor Luiz Duarte de Oliveira Dias

8 de Setembro de 2001
Revista do Jornal o Publico "Prazeres"
"Fábrica do Pão de Ló São Luiz"

 
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A Cidade de Ovar

OVAR, vila milenária, cidade desde 16 de Maio 1984, situada na Beira Litoral, a 35 km a norte de Aveiro, perto da beira-mar e da Ria.

O vocábulo Ovar, é invulgar nas enciclopédias, onde só se encontra com três significados. Sendo um deles nome desta cidade.

A origem da palavra tem sido muito ventilada, sendo a etimologia popular mais conhecida e citada, aquela que deriva do verbo "Ovar", dado que multidão de aves punham ovos e criavam nesta região.
Porto salineiro e de pesca na Idade Média, é citado num documento de 12 de Julho de 922, inserto no Livro Preto da Sé de Coimbra.

Concelho desde 1251, com foral concedido por D. Manuel I em 10 de Fevereiro de 1514. Tendo resultado da aglutinação de vários lugares entre ao quais a Vila de Cabanones (Doc. 28 Abril 1026).

É na vila de Ovar que Julio Dinis redige "As Pupilas do Senhor Reitor", e esboça "A Morgadinha dos Canaviais", servindo de modelo às figuras criadas pelo escritor personagens ovarenses.

À vila, foi conferida a Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito , pela sua resistência aos monárquicos aquando da Traulitânia . É igualmente conhecida pelas Procissões dos Terceiros, dos Passos e Quaresmais, que datam do século XVII, pelas capelas dos Passos, consideradas Monumentos de Interesse Nacional, por ser a terra natal do mais famoso boxear de todos os tempos, Santa Camarão, e pelo seu Carnaval.

Mas, também é conhecida na Nona Arte, gastronomia e nos doces regionais. É Pátria, de uma industria de Pão de Ló muito conhecido e apreciado mundialmente.